CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
1- • Diversidade cultural, conflitos e vida em sociedade
1.2 A conquista da América
As provas do Enem já se aproximam, por isso trazemos hoje uma dica sobre um acontecimento específico da História da América que sempre é abordado no exame. Trata-se da conquista da América. Esse evento foi o ápice do contato entre a história do chamado “velho mundo” (a Europa, Norte da África e Ásia) como a do “novo mundo” que havia sido descoberto, ou com o mundo da América Pré-Colombiana.
Há numerosas discussões a respeito desse tema, com várias interpretações diferentes. Há aquelas que evidenciam o extermínio das civilizações que habitavam as regiões do México, Guatemala e Peru (como os astecas, maias e os incas) por parte dos espanhóis e outras que evidenciam a crueldade dos rituais de sacrifício que essas mesmas civilizações perpetravam contra seus inimigos nativos. A despeito do viés interpretativo que cada historiador (ou antropólogo) reclama para sua análise, ambas as características citadas são verdadeiras e, assim sendo, é importante ter um domínio desses fatos que caracterizam o início da História da América.
Há numerosas discussões a respeito desse tema, com várias interpretações diferentes. Há aquelas que evidenciam o extermínio das civilizações que habitavam as regiões do México, Guatemala e Peru (como os astecas, maias e os incas) por parte dos espanhóis e outras que evidenciam a crueldade dos rituais de sacrifício que essas mesmas civilizações perpetravam contra seus inimigos nativos. A despeito do viés interpretativo que cada historiador (ou antropólogo) reclama para sua análise, ambas as características citadas são verdadeiras e, assim sendo, é importante ter um domínio desses fatos que caracterizam o início da História da América.
Nesse contexto, é importante levar em conta a impressão que os europeus tiveram das monumentais construções das civilizações pré-colombianas, bem como da forma de organização social e econômica desses povos. A capital do império asteca, Tenochtitlán, por exemplo, comportava mais de 200 mil pessoas, sendo uma das maiores cidades do mundo em 1519, data em que o conquistador espanhol Hernán Cortés lá esteve. Os adornos e utensílios feitos de ouro que os astecas traziam consigo também impressionaram bastante os europeus, já que um de seus objetivos era a busca de metais preciosos.
O papel dos missionários jesuítas da Igreja Católica também foi fundamental nesse contexto. O processo de catequização e evangelização dos nativos da América, bem como sua posição contrária à violência deflagrada pelos conquistadores, é um dos temas potenciais que integram provas de vestibulares e do Enem.
Com relação ao tema da conquista da América, houve nesse processo sobretudo um choque entre civilizações, choque esse que produziu um trauma que sempre retorna em vários momentos da história, tanto europeia quanto americana, como fica patente no trecho seguinte de Leslie Bethell:
“O trauma da conquista não se limitava ao impacto da chegada do homem branco e da derrota dos antigos deuses. O governo espanhol, ao mesmo tempo em que fazia o uso das instituições nativas, realizava sua desintegração, deixando apenas estruturas parciais que sobreviveram fora do contexto relativamente coerente que lhes dava sentido. As consequências destrutivas da conquista afetaram as sociedades nativas em todos os níveis: demográfico, econômico, social e ideológico.” (BETHELL, Leslie. [org.] América Latina Colonial. v. 1. São Paulo: Edusp, 1998.) [1]
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